Um pato em Pataya

October 12, 2009

Este sera um post rapido, somente pra preparar o proximo…

Sai do paraiso ao sul da Thailandia e voltei a Bangkok. Nem bem pisei por lah e me chamam para um servico, falando assim soa estranho mas na verdade eh muito mais estranho do que possam imaginar…

Fui contratado como acompanhante, uma especie de body-nany-guard.

Peguei uma muda de roupa e fui pra Pataya.

Pataya eh famosa aqui, uma cidade litoranea a 1hora de Bangkok, reduto de velhos tarados, putas thais e russos, milhares de russos. Impossivel nao perceber uma certa enfermidade na alma e no ar da cidade, alguma coisa que fede, alguma energia estranha por todo canto…

A cidade, tirando os predios a beira-mar, as ruas, os bares, a luz na praia, as pessoas e todo o resto, eh muito bela. Eh, eu sei que nao sobrou muita coisa…

bom, cheguei e logo conheci meu bebe. 24 anos, enorme, bobo como um cao boxer, simpatico como tal. fui a bares, clubs, flertei com russas mais ele. o cara nao fala nada de ingles, portanto eu era seu interprete. Ele nao fala minha lingua tampouco, mas eu sou safo, eu falo qualquer lingua. eu o entendia e ele me entendia quase sempre.

Nao gostei dali. estava ficando um tanto perigoso. Numa noite tive que apaziguar duas putas que brigavam por ele, na manha seguinte o peguei e levei pra bkk, esperar a poeira baixar. Em minha casa ele se sentiu um peixe fora d’agua. E meus amigos, nao todos, para minha surpresa, nao entenderam minha descricao e ficaram suspeitosos, como se eu estivesse fazendo algo muito errado.

Logo eu, que sem receber nada, cuido do meu lar como um cao-bravo, nao deixando que nada de mal aconteca… Va se foder quem suspeita de minha integridade!

peguei ele, avisei que voltaria pra praia e fui.

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Os brasileiros

October 12, 2009

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Em Tomsai conheci um casal firmeza! alex e gabi estao viajando juntos a meses, vieram da India faz poucos dias.

Tadinhos, mare de azar total, nos primeiros 10 dias de Thailandia foram pungados duas vezes num total de mais de 1000 euros…

Alex, indignado, diz que nunca mais volta pra esse pais. Gabi culpa o mes de setembro, eu soh olho…

A partir dele conheci a fernanda, menina fabulosa, alma leve, espirito luminescente. gostaria tanto de passar mais tempo com ela, rindo como fizemos tantas vezes… muito dela me lembra minha mae, jeito de ser, falar, agir. Bela garota.

Da Fernanda veio a Iara. Maluquinha firmeza, ficou felicissima quando a convidei pra fumar unzinho la em cima, dela nao guardei muitas impressoes, somente uma expressao que achei muito persistente e engracada ao mesmo tempo: “Ai meu Buda!”

perfeito.

Antes deles vierao 2 outros brasileiros que nao me recordo o nome, falaram maravilhas do meu lar, disseram que voltariam e puft, nunca mais… Falsidade brasuca eh tao sem graca…

Mas teve um que me fez tirar um zica de dentro de minha alma. Eduardo, professor de jiu jitsu, me fez ver que existem pessoas legais mesmo com orelha de repolho…

E eu. Assim se fecha o tanto de brasucas que encontrei na Thailandia nestes 5 meses…

Muita coisa para um dia soh

October 6, 2009

Mudaram as paisagens.

O verde toma conta forte-gentilmente da terra, das casas, dos predios que ja nao existem.

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Da vista.

Saio do trem as 7:30 de uma manha morna no centro sul da Thailandia. Enquanto me encaminho para os carros e onibus que me  levarao ate a proxima parada observo a pequena cidade, uma Jundiai dos bairros mais simples. Quase vejo o barzinho onde se vende a boa coxinha de lah, quase escuto a cablocada cantando suas poesias sertanejas, quase sinto o odor de feijao e picanha.

Quase esqueco minha bolsa no trem.

Largo minha mochila no meio do passeio e entro no trem que ja esta comecando a andar lentamente. Atravesso o vagao errado e corro ate o meu. Minha bolsa ainda esta la. pego sem nem olhar e saio do trem um pouquinho antes de perder a estacao.

Teria sido um engodo chegar numa cidade estranha sem dinheiro, passaporte, telefone, cartao, nada.  Obrigado a minha fada que sussurra coisas sensatas ao meu ouvido quando eu sonho muito alto.

No caminho de carro ate a turistica e recosntruida Krabi –o “seo” tsunami passou aqui naquele fatalico verao- comeco a ver que, alem da paisagem que muda, a cultura tambem sofre acrescimos. Temos templos, temos mesquitas, mesquitas, e mais mesquitas, mulheres cobertas… tento me lembrar qual era a regiao dos separatistas mucumanos,  aqueles que vez por outra vejo nas reportagens jogando bombas no sul do pais.

Ate agora to safo, nenhuma na regiao onde vou ficar.

Mulheres cobertas, homens de bata, e eu ali barganhando o preco do tuctuc que me levaria ate o proximo ponto. Eh claro que nao vou pagar 400 se posso pagar 50. Desisto dele quando vejo o transporte local, entro e pago 50. Mais um pouquinho, soh mais um pouquinho e eu…

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…Chego em Ao Nang. Agora o trecho sera por barco. Chego no timing e pego o barco saindo. Mochila cheia de equipamento, calca, camisa, eu, tudo fica molhado no trajeto entre a areia e o barco, cruzando as ondas.

–Aproveito a realidade para realizar um saudavel publicidade-

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Ao menos a minha mala de equipamentos eh bem segura e preservou meus equipos secos.

Eh uma bolsa especifica para isso, da marca EZGrip. E o melhor eh que eles tem muitos modelos e tambem podem fazer por encomenda, inclusive bolsas para acondicionar vinhos e tacas chiques sem o problema de quebra-las…

Obrigado Marta.

Obrigado Dirceu.

Obrigado Moira e Ouroboros Cinema e Educacao.

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Tom Sai

IMG_3703Por aqui eh chamada de reduto dos escaladores, eh realmente um espetaculo. Suas pedras proximas ao mar sao perfeitas para esta pratica alem da belissima vista, seja do solo ou do alto das escarpas.

A costa do mar de Andaman foi severamente atingida pelo tsunami de 2004, inclusive esta praia. Yun, meu amigo daqui me conta que quando a mare secou todos acharam muito estranho, mas somente quando a agua comecou a subir rapidamente algo foi feito. Eram 8 da manha, uma gritaria, todos acordando todos e correndo para dentro e alto na costa. Nenhuma morte, mas a destruicao foi geral, todos os bares e bungalows precisaram ser refeitos. Apos a passagem das aguas, tudo quanto era pedaco de coisa cobrira toda a praia. Telha, madeira, plastico, garrafas, tudo. A limpeza foi brava.

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Ele aponta um barco velhinho, encalhado na areia, “ foi o unico que ficou inteiro”.

Inda bem, penso eu, com esse isolamento, sem nenhum barco…

A paisagem mudou severamente em alguns locais aqui, ha uma ilha aqui em frente chamada “chicken island” ou “ko gai” (gai eh galinha) que apos o “tsu” perdeu seu pescoco e cabeca, virou agora “ko cai” (cai eh ovo).

Ao menos prossegue na mesma especie…

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Noite passada foi o final do Ramadan, uma especie de novena islamica. Interessante que o ano-novo judeu foi um dia antes, tao iguais que se detestam loucamente…

Vai entender equeles uns…

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Preciso definir qual sera meu “target” por aqui, mas eh tudo muito intenso. Vim para pre-produzir, realizar os contatos necessarios para as minhas filmagens, mas no primeiro dia fui convidado para ficar por aqui e me tornar chef de cozinha de um restaurante indiano. Nao que eu saiba cozinhar indianos muito bem, mas se alguem segura-lo eu os meto em agua quente com muito curry e pimenta!

Brincadeira…

Sei alguma coisa e sei bem que posso aprender o resto rapidinho. Por vezes eu penso se nao teria sido mais astuto ter feito faculdade de gastronomia ao inves de cinema.

Outro convite, tao ou mais tentador do que este ultimo, eh o de ser manager e talvez chef em um bar na ilha de phi phi (ko phi phi), aquela ilha onde filmaram o DiCaprio fazendo papel dele mesmo. Eh uma maravilhosa ilha, o melhor ponto de mergulho da Thailandia.

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Estou comecando a achar que Bangkok ficara no passado…

Inda mais quando se pode comprar um barco grande por 1500 dolares, sem necessidade de breve maritimo, e a possibilidade de sair pela costa andamanesa ate o fim do mundo…

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PS: uma coisa que me dixou bem feliz comigo mesmo, mas nada a ver com nada do que disse antes: conheci muita gente latina que, como eu, detesta a expressao “vietnamita” por soar muito depreciativa. Vietnames eh sempre muito mais simpatico, belo e cortes. mas eh uma pena, muitos nao gostaram de lah, por conta do jeito que o povo fala sabe? um dia conto historias de la…

Viva a possibilidade de poder falar o que quiser sem ninguem te encher o saco. Viva o meu ingles imperfeito que ninguem, nem mesmo os americanos do norte torcem o nariz, e a qual eu consigo me comunicar perfeitamente com qualquer um.

Viva esta manha de sol e este marzao a minha frente, este café ruim ao meu lado e este dia que se anuncia fabuloso ao meus olhos.

Viva!

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Faltou luz mas era dia

October 1, 2009

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Bom, nao preciso dizer que ja estou em Bangkok.

Na verdade preciso.

Depois que paguei minhas contas, fiquei bem mais leve, o rio ja tinha baixado a um nivel que comecara a ficar perigoso, pois nao se sabe se ha um galho, pedra, ou tronco no fundo que logo sera raso.

Achei que tava na hora, 24 dias depois de chegar, avisei minha “familia” que iria na manha seguinte.

Eh engracado essa situacao pois o tempo e a amorosidade do local realmente aproximara estas pessoas de algo que eu poderia chamar de familia. Eles simplesmente abriram todas as portas para mim.

E eu entrei por todas elas. Pela janela inclusive, como quando eu fui no mercado com a avo ou joguei na cara de pau a intensao de filmar os familiares de Noi em sua vila, contando-me historias. Essa foi realmente entrar-pela-janela-e-deitar-no-sofa.

Na proxima vez que for ate lah, pretendo ficar uma semana ou mais. Sozinho. O unico farang de toda a ilha.

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Sua mulher, Bah,  carinhosissima, ficava me dizendo “mas voce vai depois de amanha, neh?”, outros me diziam “cansou de nadar?” ou “quando voce volta?”

Deu sim um apertozinho, porisso mesmo resolvi sair de um dia para o outro.

Nao gosto de despedidas.

Mas confesso que me deu uma certa tristesa sair naquela manha sem me despedir de minha professorinha da boca suja.

Mas eles sempre tem uma maneira de me fazer feliz e, sem que eu soubesse me fizeram uma despedida relampago. Comemos arroz com carne (de lagarto, talvez rato? Te digo que nao sei, eles soh me disseram o que nao era…) , tomamos um belissimo café lao -que para o meu paladar eh a melhor semente de café do mundo-, e todos me entregaram fitas benzidas pelos monges, de algodao, como preza o costume tipico em quase todos os rituais.

Sai com os pulsos cheios de fitas “iguais mas diferentes” as fitinhas do Bonfim.

Foi um bom fim.

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Sai silenciosamente daquele pais que mas me gusta. Com meus largos olhos e meu sorriso castanho intimei o guarda da fronteira a me dar 2 meses de visa soh porque eu sou brasileiro e consegui, a moca do raio x me ensinou o funcionamento da maquina e pimba!

Estava de volta a thailandia.

Cheguei faminto a rodoviaria de Ubon, fui direto comer um pho (sopa de macarrao) que estava delicioso, com direito a uma briga com a dona do estabelecimento por conta do cambio. Foi entao que, desistindo, usei pela primeira vez os ensinamentos de minha professora de lao.

“i-mah do-nih” falei em alto e bom tom.

E ela entendeu.

Peguei o onibus quase saindo, peguei meu livro cafona e entrei.

Tava tudo prontinho, ler ate dormir. Mas quem foi que falou que a luz funcionava?

Tedio tedio tedio, quem disse que seria facil dormir tampouco? Onibus apertado, parando por 2 min em dezenas de lugares, ou centenas.

Pareceu uma eternidade, mas enfim cheguei pela manha na barulhenta e suja Bangkok.

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Uma das coisas boas de voltar era rever meu amigos daqui, somente estava sentido por nao ter me despedido de meu grande amigo panamenho, que deixara o pais a caminha das americas na semana anterior a minha volta.

Entrei em casa, a escuridao revalecia naquela manhazinha, era uma terca-feira, portanto o bar nao foi ate muito tarde, ou muito cedo. Das brumas e nas brumas vejo Sing que vem me dar um beijo e Yuval logo atras. Nos abracamos e entao eu noto um vulto dormindo no sofa.

Santi ainda estava aqui.

Confesso que fiquei tao feliz que o acordei. Ele, ainda meio bebado, me contou sua epopeia: da passagem que a mae comprara de um amigo e na verdade nao existia, dos mil dolares que tinha que pagar a imigracao por ter perdido seu passaporte e seu visto consequentemente, das 4 horas de interrogatorio por nao possuir o visto no passaporte novo, dos mil dolares para a imigracao que lhe roubaram enquanto dormia… isso em 4 dias…

Toca o telefone, eh seu pai lhe avisando que conseguira outra passagem:

Bangkok / Hong-Kong / Los Angeles / Newark / Santiago de Panana

E para aquele mesmo dia, dali a 4 horas.

Ele pega suas coisas rapidamente, nos despedimos e ele se vai para encarar sua longa viagem.

Sento satisfeito para tomar meu café da manha e ja me chega a primeira bomba, Yuval me contando de um moleque que estava dando tanto trabalho nos ultimos dias que teria que ser convidado a se retirar da casa. Pra completar ele passou a noite toda fumando yaba, uma droga local que tem o mesmo estigma do crack no Brasil.

Minha cabeca ainda esta no Laos e em suas aguas quando subo as escadas a comeco a ouvir a gritaria vindo do quarto do moleque, de inicio acho que eh briga de casal ou ate um “sexo selvagem”, ate comecar a ouvir a quebradeira e ter que intervir.

Tentei conversar, juro que tentei, mas estava impossivel. Tive que pega-lo e bota-lo pra fora do predio, que enfurecido ameacou tudo e todos.

“Vem! Me bate! Faca o meu dia! Eu vou me vingar, vou quebrar essa porra dessa janela! Vou chamar a policia pra este local pois eh tudo ilegal aqui, aposto que todo mundo aqui tem droga escondida! Vem, vem, me bata! Faca o meu dia!’

E la vou eu tentar falar com ele de novo. Mas dessa vez ele pega um pedaco de madeira e me ameaca. Aih passei a trata-lo com crianca.

“bate, eu disse, bata em mim pra voce ver. Nao eh isso o que quer?, mas se bater tem que ser pra matar pois senao EU vou mata-lo.”

A ameaca e a maior das armas…

Ainda tive que imobiliza-lo mais duas vezes, para retirar o pedaco de pau e os tijolos que ele havia escondido em sua bolsa. Ele reamente queria quebrar a vidraca…

Parecia novela do seu Silvio…

Entro enfim em meu quarto, nem desfaco minha mala, jogo-a para um lado e caio para o outro, em minha cama.

Mas dormir pra que quando se tem uma barulhenta briga de casal no quarto ao lado? Meu vizinho anglo-australiano reatou com a ex-namorada maluca da qual ele estava fugindo fazia 6 semanas. Maluca era pouco, eh certo que a mistura ajudara bastante -thailandesa e muculmana- e a fina parede de madeira fazia com que eles “estivessem” em meu quarto, talvez em minha cama.

Liguei o som alto e dormi ouvindo a Gal gritando com uma gritaria de fundo.

Uhu.

Essa foi so a primeira briga deles que eu vira. E a situacao se repetia toda noite, como um filme ruim na sessao da tarde.

Cade o botao de desliga?

Eu me meto em tudo quanto eh briga aqui mas mulher maluca eu deixo para o respectivo marido.

Quando eu me cansei, la pelo setimo dia, perdi a diplomacia, o tato e o respeito pelo ingles e escurracei e menina. Ela ficou pianinho…

Bangkok mudou.

Ou foi eu?

Derrepente me lembrei do porque haver deixado Sao Paulo.

Na primeira oportunidade eu quis sair de novo. Comprei uma passagem de trem, me atrasei e tive que perseguir o trem por duas estacoes ate conseguir embarcar.

Motoqueiro bom, maluco, mas bom.

E aqui estou, na porta aberta do trem, fumando um cigarro as 10 da noite a caminho do sul.

Realmente nao sei o que me espera, mas sei o que deixei pra tras e isso faz-me sentir uma enorme tranquilidade…

bom mesmo eh se jogar no mundo.

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Quarta feira de cinzas

September 14, 2009

Fucking bastard bicth!

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Acho que essa eh a melhor traducao para o que Daw-An me chama.

na nossa seria “Cadela feia e suja.”

Mas eh de uma maneira tao carinhosa

Que eu a chamo de volta: “i-mah do-ni!”

E nos tratamos assim

Para deleite dos presentes que entendem.

Depois de compreender este carinhoso apelido recebido, sinto que cumpri meus dias por aqui. Fiz amizades por toda parte, se precisar usar a net acho que nem preciso pagar -num caso de extrema importancia, digo- , tenho casa a comida a hora que quiser. Quando quiser.

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Vivi quatro festas tradicionais, duas cerimonias budistas, ja sou ate conhecido naquela tal ilha desconhecida.

Minha peregrinacao foi famosa

Ouvi depois gente comentando sobre a festa brasileira, que eles tinham perdido

(!!!, checar “perdi a patada”)

Fui no mercado com a avo e a bebe, falando somente lao.Diversao plena eu sendo babysiter da crianca Lao e todos me olhando como se eu fosse um sequestrador!

Ja quase converso em lao, nao entendo nada, mas digo sim o tempo todo.

taovez se fosse menos preguicoso poderia estar falando bem mais…

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Acho que por hora ja deu.

To ate sentindo falta de minha segunda casa…

O rio esta baixando

As cheias se vao

Acaba-se a estacao do pulo, ou jumping season.

No more jumping…

No more swimming to the bakery

Well, am I urbanus erectus or not?

So, back to the pollution, here I go!

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Post script: conversando com uma moca que vem sempre pra essas bandas, ganho a informacao que ja sabia de dentro de minhas entranhas:

Esta agua, nesta parte do Mekong, eh potavel.

Eu sabia.

Eu e minhas lombrigas sempre soubemos disso.

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Em tempo:

Sobre o desafio,

IMG_3535A foto realmemte nao eh tratada,  trata-se de uma longa exposicao em iso 800, as 2 da manha, com uma fina lua em oposicao e uma linda tempestade eletrica, o que tornou as nuvens brancas…

Foram 2 mins e um pouquinho de imobilidade para realizar esta fotografia.

Soh pra esfregar na cara dos que acham que “soh o photoshop salva, soh o photoshop tira o homem da miseria, aleluia!!!!!!”

Aleluia que nao!

Desafio ao Photoshop

September 11, 2009

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Para quem nao sabia eu sempre fui contra essas coisas digitais. Cinema digital, fotografias em pixels, blogs, um lixo completamente abstrato. Luzes aprisionadas em cristais de quarzto e silicio.

Pelo bem da minha humanidade esta estupidez me abandonou e passei a me acostumar, e gostar, da fotografia digital.

Mas tenho minhas ressalvas. Uso o computador principalmente para armazenar os “fotogramas”, tratar somente o basico, o que se poderia ser feito no ampliador de um laboratorio tradicional.

Tento sempre realizar as correcoes na camera, inclusive os efeitos, se for o caso. Sou teimoso pra burro com avancos tecnologicos.

Portanto desafio voces a explicar como a foto acima foi feita.

E mais simples do que se imagina, e sem nenhum tratamento.

(enquanto isso preparo o proximo post)

Pettit Nouvelle

September 4, 2009

Amanhece e ele ainda nem dormiu. Olha com carinho aquele corpo deitado a sua frente, dormindo languida sob a esteira.

Ele ve o corpo, cada detalhe, a beleza da textura, os pequenos pelos que parecem se ericar somente com o pousar de seu olhar.

Ele ve.

Amanhece e ela nem dormiu ainda. Olha pela janela o dia nascer em azul e amarelo. Sente sua respiracao, seu cheiro, seu suor. Ela sente cada detalhe e saber disso lhe da um leve arrepio.

Ela sente.

Um raio de sol desperta janela adentro e atinge aquele belo corpo. Ele principia a toca-la, mas nao sabe se quer. Nao sabe se tudo ira se desfazer quando a realidade atingi-lo, com o tato. Aproxima lentamente sua mao sobre ela.

Mas nao a toca.

Um raio de sol toca bem ao lado de seu umbigo, iluminando seu pelinhos claros. Ela se diverte com isso mas nao se mexe. Nao se lembra que esta sendo observada, esta muito entretida com seu raio de sol. Ela pensa em brincar com a luz.

Mas nao se mexe.

Como num impulso seu pe toca aqueles belos pes. Pousa ali num breve e eterno momento, imovel, acaricia-o como se em seu pe pousasse todos seus orgaos sensoriais. Ela aceita.

Como um susto se sente tocada nos pes. Por um eterno breve instante sentiu todo o calor daquele corpo diante de seus pes. Como se aquela fosse a porta de entrada de todo o sentimento.

Caricia.

Ele olha seu cabelos, aproxima suavemente seus dedos e adentra entre os infinitos fios que escondem a mais bela nuca que jamais vira. Tenro, admira aquele momento com a docura de uma crianca, a ternura de um amante, a lucidez de um velho.

A mais bela nuca.

Ela, ninfa, se encochega somente para mostrar onde quer ser acariciada. Grata e satisfeita sente o carinho de uma mao segura e suave em seus cabelos, em sua nuca. Sente aqueles belos dedos,  como olhos a explora-la com ternura e devocao.

Os mais belos dedos.

E ele pousa sua mao em seu rosto.

E ela se vira.

A olha nos olhos.                                                                                                                          Nao tem o que dizer diante do que ve.                                                                             Ela lhe oferece o rosto, ele aceita.

E ela lhe oferece o olhar. Ele aceita.                                                                                    Oferece os labios.                                                                                                                            Ele aceita.

Entao ele a beija.

Entao ela o beija.

vou abrir uma janela

September 3, 2009

…pra dizer outras coisas alem da minha viagem na viagem.
fotos, pensamentos, contos…
sera somente um pouquinho, depois eu volto a ativa…

Um outro conto

September 3, 2009

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Um rio.

Sim, um grande rio.

Perigoso? Talvez, se voce nao sabe como respeita-lo…

Respeito. Escolhamos o assunto. Respeito aos mais velhos, como aquela enorme arvore ao lado de tua casa, ou ao rio que todos os dias cruza para ir ao trabalho.

Sobre respeito aos mais novos, que em sua inocencia fascinante se maravilham com quaquer coisa, todas elas.

Respeito as diferencas, seja voce formiga preta ou vermelha, ou ate mesmo um besouro.

Saber aproveitar. Saber nao questionar tanto. Saber quando esta sendo tolo.

Como quando me percebi comendo bofe de porco.

Bofe pra quem nao sabe eh o pulmao do bicho-boi (ou porco), no passado comumente vendido em todos os acougues do Brasil assim como restos e ossos para alimentar caes…

Mas isso era antes dos Diniz e seus necroterios “fancys”. Seus  Daslu’s Morgue.

Enfim, nada posso fazer, aceito esse sistema como um carnivoro condicionado, feliz por nao ter que cacar tanto mais para minha alimentacao luxuriosa.

Porque carne eh um luxo.

Seja no Brasil seja em qualquer lugar.

Respeito ao que se come.

Agradeco ao porco ceder-me aquele bofe para comer.

Maravilhoso pedaco

de vida Pra vida.

Minha lembranca de quando cozinhava enojado bofe para meus caes

passa ao largo, nao me aflige.

Nao me acerta mais.

Lembrancas sao boas no passado.

Como as tempestades que passam ao largo,

assustam, intimidam, mas nao alcancam

Voce pode ficar com medo

Ou se maravilhar.

Nao tenho mais medo de tempestade

eh uma lembranca longinqua em minha vida.

Medo de tempestade.

Eu ja morri dentro de uma.

Acordei no ceu, Eu e meu irmao.

E com ele desci novamente a terra dos homens.

Gracas aos rios, ao boi-preto-de-aiurussah,

e a gravidade, Naquele dia eu realmente morri.

Hoje morro todos os dias.

Soh pra poder nascer todas as manhas

e me maravilhar com a existencia.

E o grande rio passa sem nem ao menos saber de mim

Ou se importar com isso.

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Perdi a patada

September 2, 2009

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Estava bodeado por aqui, acabou a frente latina, nao pude nadar mas fiquei meia hora me enxarcando no rio. La pelas 17, um lindo por do sol se anunciava, juntei minhas forcas, pedi um café e sai a desbravar novos bares.

Belo por do sol, consegui belas fotos dele. Encontrei um amigo londrino e conheci mais alguns: um “iu eh 6” meio mais ou menos, uma moca do Sri-Lanka muito gente fina, ficou felicissima de ter a pele mais escura que a minha.

Hoje era dia de cerimonia em minha casa. A sogra do Noi, dona do empreendimento achou que este nao foi um bom ano e chamou monges para rezar na casa. fizeram um ebo bem bonitinho.

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Neste dia nao abriram o restaurante e eu nao pude botar minha musica.

Mas vicio eh vicio e eu sai atras de outras caixas de som.

Este amigo londrino possuia alguma coisa, fomos entao a sua guesthouse para um chill out. Um belo balcao, sunset boulevard, Tom, Vinicus, Joao…

21hs encerramos este expediente e partimos para outra: pool table bar. Encontramos os alemaoes e os franceses lah. Mais 1 hr com Lenine, Beatles…

22hs precisam fechar, a peregrinacao agora ja eh grandinha. Neste ultimo bar encontrei amigos de bangkok, ou melhor, eles me encontraram.

“escolhemos o lugar pela musica!”
Viu soh?!

Agora ja eramos quase quinze, indo felizes ao reggae bar. Encontramos lah as suecas, alguns outros que nao interagiram muito.

Jorge bem, Marcelo D2,  Seu Jorge.

Comeca a chuva, o dono quer fechar, ninguem da muita bola.

Mais 10 minutos.

Mais 5.

Soh ate o fim da musica…

Nao preciso dizer que soh saimos quando ele apagou o som e as luzes.

Vinte e tanto bebuns cantando “mais que nada” escorregando na lama.

Eh, foi uma noite divertida.