Archive for August, 2009

Minha plantacao de linguas

August 31, 2009

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Eh aquela velha historia: voce joga a semente, rega bem, cuida direitinho todo dia e o broto cresce, cresce podendo virar uma arvore forte, estrondosa…

Mas, se nao toma cuidado, todo seu terreno vira um matagal soh.

Com minha lingua, assim como minha horta, fiz tudo baguncado.

Joguei as sementes ao leo, regava todas ao mesmo tempo, muitas.

E quando estas comecaram a brotar eu ja nao sabia qual broto era de qual lingua.

Olho o matagal comecando a crescer.

Minha lingua esta assim agora.

Qual eh mesmo aquele matinho?

Onde mesmo que eu plantei o frances?

Nossa, nem sabia que tinha espanhol brotando!

Ih, esse alemao mais parece mato, melhor arrancar fora…

Quando me estabeleci um pouquinho no Laos, 10 dias atras, usava meu Thai (ahahahahaha!) pra me comunicar. A diferenca eh algo como portugues do espanhol.

Mas agora imagine um gringo que praticamente nao sabe falar espanhol a falar portugues!

Esse eh meu lao. O povo aqui se diverte muito comigo.

Por exemplo,

Nois eh meu amigo aqui do Laos, falamos praticamente ingles um com o outro, as vezes eles usa palavras em lao, as vezes eu entendo. Nas outras finjo, em poucas pergunto o que eh, somente se a palavra se repete muito.

Nao pergunto todo hora porque se ele falou em lao eh porque nao sabe a traducao.

Ou nao tem.

Mas melhor ainda sao as conversas com sua esposa ou cunhadas, que nao falam ingles exceto pelos nomes do menu. Muitas vezes elas me pedem coisas: buscar algo, ajuda com contas, servir alguem, tomar conta do bar um pouquinho.

Eu realmente nao sei como entendo.

Mas entendo. Ou acho que.

Epifanias sao as brincadeiras com as criancas, como a filha de Noi, Daw-An (sol) , de 1 ano e pouquinho. Foram dias ate ela interagir comigo. Agora conversamos.

Eh a melhor conversa que tenho em lao:

Vem aqui!

Nao!

Vem vem…

Olha isso

Sim

Me da

Nao quero

Eh meu

i-mah!

i-mah!

Falang-suent-auan (acho que nao quero saber do que ela me chama)

E por aih vai.

Meu brotinho de lao  esta crescendo feliz, mas confesso que entendo mais do que falo.

Loucura eh uma coisa.

Sabe o som que fazemos para dizer que estamos prestando atencao numa conversa, como para dizer siga falando?( algo como “an…”)

Pois aqui esse som significa sim.

Imagine quantas vezes eu nao falo sim por dia aqui, em praticamente toda a conversa.

Concordo com tudo, o meu lao vai na marra.

Mas o matagal aqui esta crescendo e muitas vezes nao sei o que eh o que.

Aqui na ilha nos temos uma especie gueto latino.

Primeiro foi eu.

Entao chegaram dois espanhois

E mais dois

E mais 5. mas esses nao ficaram

Neste dia falei mais esanhol do que ingles.

Voltei pra casa falando espanhol com Nois

(cade meu ingles? Jurei que tinha deixado ele aqui em algum lugar…)

Eu no espanhol, ele no lao. Entao ta empatado…

Doideira da lingua mesmo foi essa historia dos espanhois, eles nao entendem portugues portanto eu falo portunhol, uma especie de portugues retrogrado com sotaque espanhol. Assim eles compreendem.

Quando chegaram os portugueses me pus a conversar com eles.

5 minutos depois eles me perguntam

“voce nao fala portugues?”” a quantos anos nao vive no Brasil?”

Eu estava a falar meu espanhol com eles…

Muitas vezes nos pegamos, portugueses, falando ingles con nosotros.

Entao chegou a brasileira.

Primeiro Nois ficou espantadissimo! Ela eh branca e loura e tu tem pele escura?

Pois eh, esse eh o Brasil…

Mas o pior eh que nos falavamos o tempo todo em ingles.

O tempo todo ate nos lembrarmos da pachamama.

Sabe quando a primeira palavra que entra eh ingles? E a segunda eh espanhol?

E agora estou comecando a pegar sotaque portugues, de novo…

Minha plantacao de idiomas

E minha lingua-puta-velha

Que bela combinacao eu arranjei!

A brasileira ficou felicissima em nos encontrar.

Nao falava portugues a mais de tres meses, e nem ao menos possuia musicas pra se lembrar da lingua. A amiga israelense conta do quanto ela nao parava de cantar.

Vi entao que nao era somente eu.

Jealows with my music.

E minha lingua.

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Rapidinhas

August 30, 2009

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Estava muito Laos, Laos, Laos! Chega.

Janela:

Culinaria

Descobri pra que serve aquela planta pontuda da avo. Parece ser um otimo aromatizador de arroz e outros cozidos sem sabor muito forte…

(ver “Resolvi levar o minithi pra passear”)

Loucuras da lingua

Sabe o que significa caipirinha, o som, em chines?

Suvaco da mae.

E cozinha?

Va foder com tua mae.

Melhor tomar cuidado se eu for a China….

Conflitos de fronteira

O Mekong varia entre 5 e 10 metros todos os anos aqui no Sul do Laos. Nas epocas de cheia, com a corrente fortissima e chovendo consideravelmente, o cabloco – aquele que nao faz senao beber laochao- termina seus dias boiando nas aguas barrentas… do Camboja. Todos os meses o reino do Camboja extradita ao menos 2 defuntos para o Pais socialista.

Saude publica

Comeco a achar que a pimenta tem um forte valor “desinfetante” em nosso corpo. Algo como um pinho-sol de boca, estomago e intestino. Ate agora nao tive nenhum problema, nem com a pimenta nem com meu corpo.

Isto eh, perante o sistema digestivo, digo, porque infestado eu ja fui, e agora estou meio “broquitoso”, muita poluicao e cigarro e pouco sono naquela cidade maluca que eh bkk.

Mas voltando a pimenta, pesquisarei um pouquinho mais pra descobrir os reais e os ditos valores da dita ardida.

Mundo rural

Muito legal o jardim da Daw-An

Tinha flor

Tinha mato e pe-de-comida

Tinha grama e uma arvore imensa

Tinha lama

E um porquinho dentro

Tinha galinha, oo se tinha

Tinha bufallo

Tinha cachorro, cobra, gato, vaca, besouro

Era um jardim de ouro!

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Gente fina

Essa eh bem rapida:

Eles gostam de jazz!

E musica brasileira tambem!

Infancia

Criancas correndo

com madeiras atadas em coleiras

um garoto atras

Bradando um gatinho ao alto com a mao

Natureza em Hai-kai?

1(nan)

Som que a agua faz

Arrastando o tempo em seu rio

2 (sohn)

Barulho de coisa que quebra

A arvore virando madeira

3 (san)

Tao contente em ser

Esqueceu a mosca de viver

4 (si)

Serpenteando as aguas de barro

A serpente o eh

5 (ra)

Todo o som da mata

Se molha ouvindo a chuva

6 (rop)

Luzes no ceu

Nuvens de veu

7 (jet)

Chuva!

Monsoes

Comida da Asia inteira

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(eh… tem chovido um pouco por aqui)

Pra deixar qualquer um louco

Brasileiro conversando

Com portugues

Em ingles.

Loucura ou maluquice?

So doido parte 2

Hoje sonhei com um monte de gente estranha:

Nao tao estranha, mas estranha o suficiente.

Sonhei em Lao e ingles com a criancinha daqui, Daw An

Sonhei com uma amiga chamada Aline,

Nao grande amiga, talvez hoje seja mais conhecida que amiga

Sonhei com o aeroporto de minha cidade natal

E com o fundo do mar

Sonhei com minha filha

Falando lao comigo

Acordei pesado,

Levantei hoje as nove

Eram muitos sonhos pra carregar pra fora da cama.

Jogo de seducao

Eu e Daw-An demoramos 7 dias para nos comunicarmos

E agora

Tudo o que ha de mais podre e sujo

Ela pega e me da

Lixo, folha podre

Banana abandonada

Caco de vidro

Ontem ela me deu uma pedra

Primeiro a atirou contra meu corpo

Depois me deu

Acho que ela esta comecando

A gostar de mim!

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Quebra-ligua do ingles para braiseiros, portugueses (e latinos)

Shit & sheet

Live & leave

Ball & bowl

Beach & bitch

Fun & fan

Ship & sheep

Tail & tale

Querida Nina

August 30, 2009

Querida Nina,

A saudade eh tanta que me sangra o coracao.

Todo dia.

Nao ha um sequer, um minuto a qual eu nao pense eu voce.

Correndo

Feliz

Para os meus bracos.

Minha preciosa,

Minha coisa mais linda!

Com eu quero que voce possa viver

As coisas (pelo menos algumas)

Qual eu vivi

E vivo.

Minha pequena…

Esteja certa que o que quero

Eh ver-te evoluir

Amulherar-se.

Meu tesouro

Preciosa pedra que encontrei

Dentro do ventre de tua mae

Preciosa mae…

Minha pedra unica

Fundacao eterna de minha  vida

Minha pedra filosofal

Que num toque

Tudo transforma em ouro

Num brilho de olhar

Ou sorriso maroto.

Quero tanto

Tanto

Ve-la correr pelo dia

Pela noite afora

Quero ve-la

Sentir-te

Feliz.

A cada segundo

Em todos eles.

Pois voce eh meu acorde perfeito

Minha nota pura

Unissona.

Unanime.

E eu

(pobre de mim)

Quero mais eh ve-la

Desabrochar

Viver

Ser

Nina.

Aqui, aih,

Em todo canto

Em todos os cantos

Eu canto pra ti.

Te amo

Teu pai.

Voltando da ilha desconhecida

August 29, 2009

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Voltei mudado da ilha desconhecida. Eh certo que a ilha desconhecida nos mesmo que construimos porisso tanto queremos e gostamos. Mas eu achei a verdadeira (uma das) alma Lao. Um lugar onde eu era completamente diferente mas nem assim as criancas corriam de mim. Bem, na primeira hora sim, mas depois… gud frrend…

Noi me convidou para ficar mais tempo, eu ja penso em comprar uma terrinha, construir algo… sou muito doido mesmo. Nao para morar, mas seria uma delicia ter uma casinha num paraiso no sul do Laos.

Mas em contraponto conheci um casal espanhol que, como eu, cansou-se de sua cidade e resolveu desbravar a Asia. Conversamos muito sobre Nepal , India, Laos, e a vontade de ir para o mundo de lah me quedou mas fuerte. Conversamos tanto que quando voltei para minha “casa” falava em espanhol com Noi, o Lao que quase fala ingles.

Imperialismo existe em todo parte por todos os lados. Na tailandia sao os chineses, aqui sao os tailandeses. Mas hoje me chega um grupo no bar, eu atendo pois sou muito cara-de-pau, eles perguntam sobre pumpkin burger mas falam o ‘calabasa’. Eu entendo e comeco a falar espanhol (portunhol, um portugues com sotaque espanhol) com eles, que ficam muito felizes, e eu ja pergunto de onde eles sao.

“como de onde” nao sabes? Se estamos a falar esta lingua con te!”

Fiquei puto! Quase virei a cara, mas o bar nao era meu, estava apenas servindo, disse com toda minha simplicidade, Argentina? Nao? Entao Colombia? Venezuela? Mexico? Ah sim, equador! Nao? Talvez…. Trinidad-Tobago…

Ve se pode? Agora espanhol tambem quer ser imperialista!

Agora ja sou o rei do self-floating. Fiz amigos aqui, nos reunimos em minha varanda e nos jogamos no rio boiando ate a doceria ou alem, parando em algumas arvores (ramas) para ficar um pouco sentindo a correnteza… as pessoas tem muito medo do rio, somente eu e meus novos (alguns, nao todos) fazem tambem. Tem muito Laoseano que me conhece por flutuar por aih e pergunta “no swimming today?”

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Tive saudades dos meus amigos maluquinhos quando resolvi atravessar esta parte do Mekong a nado ate um ilha em frente. Foi quase facil ou quase nao foi dificil. Cheguei exausto pensando como posso ser idiota a esse ponto, mas foi otimo. Nadei ate a outra ilha e voltei. Parei numa guesthouse e escalei a varanda, pasmem! Era a varanda daquele mesmo australiano da boca aberta (ver parte 1). Acho que soh vou ve-lo assim.

Minha parceira de flutuacao vai deixar a ilha hoje. Uma “Iu eh 6” das rochosas, gente fina. Provavel porque morou muito tempo fora de lah. Mesmo que seja na Coreia do Sul.

Fiquei um pouquinho triste, mas achei parceiros novos, os espanhois antiimperialistas…

Fico aqui olhando o ceu mega-estrelado e pensando sobre mi vida.

Se fico mais tempo aqui,

ate meu visa perder-se de vista.

Se volto para despedir-me dos amigos que  vao dia 22

de volta para suas terras.

Se vou a India morar em Goa,

montar um bistro com os espanhois.

Ou se subo Lao acima

para continuar vendo o quanto este lugar mudou.

Ou compro uma terrinha

Uma maquina de Expresso

E vivo por aqui.

O que voces acham?

Por que o Laos eh o melhor lugar do mundo – parte 4

August 28, 2009

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Ilha numero 4001

Uma historia muito bonita que ouvi hoje.

Noi, que de fato se chama Onw Noi, me contando historias de sua ilha:

A ilha eh pequenina, nem ta no mapa de Si pan don(4 mil ilhas), fica proximo a fronteira com Camboja. Muito perto, 1 kilometro quase. Muito problema  tivemos com o Camboja  naquela epoca do kmer rouge. Uma vez atiraram num conhecido mas ele estava no Laos, 400 metros.

(a divisa de pais eh no meio do rio, que muda de tamanho e um pouquinho de posicao todo ano. Ja viu neh?)

No tempo do meu pai, quando o kmer rouge estava maltratando as pessoas no Camboja, tinha uma vila do outro lado, Camboja, o kmer rouge foi la a avisou que mataria 200pessoas. A vila entrou em panico, todos morrendo de medo todo o tempo.

Um morador fugiu a nado para minha ilha, 1 km, contra a corrente, e chegou –aquele que conseguiu, acho- para contar a historia.

Entao em uma noite, meu pai, os outros da ilha, todos  passaram a noite toda transportando os moradores da vila condenada ate sua ilha no Laos. Naquela noite eles salvaram todo mundo.

Quando o kmer rouge chegou no dia seguinte nao havia uma so pessoa na vila. De raiva queimaram todas as casas. Podiamos ver la de casa a luz. De quando que pegavam algum de nos, batiam, torturavam e colocavam ele numa ilhota que tem no meio do caminho, pendurado no topo da arvore mais alta. Para que nos olhassemos aquilo sem poder fazer nada.

(ele me conta isso rindo, leve, vira para o lado como que disfarcando algo, mas sempre sorrindo, intercalando “so crazy” em meio ao seu discurso)

Eh realmente muito maluco como alguem pode fazer isso com alguem.

Mas prefiro me quedar naquela noite em que uma vila de um pais salvou uma outra de outro pais, na calada noite rio acima, 200 pessoas, indo e vindo a noite toda em pequenos botes de madeira. Como se existisse e nao existisse essa borda que na verdade nao existe senao nos livros e cabecas dos politicos e milicos.

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(Convermos sobre isso em meio a rodadas de caipinha laochao. Sinto muitissimo, nao funciona com laochao, fica bem ruinzinha… eh, nao se pode ganhar sempre.)

Amanha vou a essa ilha e soh volto no dia seguinte, convidado da festa, dormindo em sua casa. A mim sera um enorme prazer. Mas confesso nao fazer ideia do que ira acontecer, e tampouco me importo. Como hoje que deixei o minithi carregando num bar ao lado do barco e saimos para o mercado, voltamos 2 horas depois e ele ali estava.

Talves se fosse um porco eu nao teria tanta sorte…

Porque o Laos eh o melhor lugar do mundo – parte 3

August 23, 2009

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Pois entao, voltei do mercado e fui “desbravar’ a ilha, isto eh, andar tentando achar o lugar onde Na vive.

Somente uma tranquila caminhada me rendeu muitas coisas novas. De inicio cruzo com 4 criancas que me chamam, numa especie de “begging”, pedindo algo. Estava comendo pao e dividi-o com as criancas, que ficaram muy contentas! Como eles eu pedi algo da mesma  maneira, tentando fazer o mesmo som. Eles morrem de rir e me dao um pedaco de madeira, agradeco e saio feliz. Eles riem mais ainda.

Ando mais um pouco e novamente lembro da minha filha: uma menina “igual-que-nem” pega um grande gafanhoto, outras criancas em volta olham admiradas, ela me mostra e eu faco mencao de pega-lo, coisa que ela nega, dizendo algo como “meu gfanhoto!”

Eh essa simplicidade das criancas que brincam com madeiras e insetos que tanto me encanta neste pais.

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Ele nao eh pobre, eh simples.

Mais adiante e ja estaou cansado, o sol bate forte, avisto um campo de arroz, tento perguntar se Na vivia por lah. Nenhuma comunicacao possivel.

Dou uma de ‘jonny armless’ e entro na plantacao, ando pelas beiradas, estasiado pela simples beleza de um mato verde, avisto ao longe uma estupa e tento chegar lah.

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Me sinto o banbanban, andando onde os farangs nao vao, escolho o caminho mais proximo e belo, com uma arvore no caminho. Paro em frente a arvore como que pedindo licenca. E esta me foi negada. Vejo a arvore infestada de grandes formigas vermelhas no mesmo momento em que comeco a sentir as picadas em meu pe, que ja estava infestado delas.

Me afasto rapido ate um lugar limpo e comeco e retira-las, uma-a-uma, vivas. Quando me dei conta do que fazia, num tipo de –confesso- uma especie de epifania budista em que me encontrava, matei uma ou duas somente para me sentir um pouco “ocidental”.

Porque ai ja eh demais, matei formiga a minha inteira!

Sera que tenho medo de me tornar um budista completo?

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Me livro das formigas e dou a volta pra chegar na estupa, faltantes 5 metros pensei que talvez nao fosse para eu chegar tao perto, derrepente o monge ali guardado quisesse paz. Parei, sentei e fiquei a observar o tempo passar nos campos de arroz.

O buffalo que passa-pasta.

A moto  que ronca-passa.

E o vento que danca com as folhas

Que canta com os passaros.

Quanto tempo fiquei ali? 1 minuto, 1 hora, 1 dia, 1 ano?

Acho que ainda estou lah.

Se quisermos nunca deixaremos

os lugares-pessoas-coisas-pensamentos por onde passamos,

menos porque nos apegamos (pegamos) a eles,

mais porque nos damos a eles

Passado meu eterno momento segui minha lida ate a casa de Na. Pela indicacao dele eu deveria seguir sempre em frente, havia algo sobre uma grande casa de um lado e sua casa do outro. Mas sai dos campos super hippie, pensando que se fosse pra achar assim seria.

Andei mais 15 minutos e hippiemente eu vi. Uma serie de casinhas a direita, uma grande casa a esquerda. Fui ate la e perguntei. Era o casebre logo em frente a casa de Na, no meio do arrozal.

“Mas ele esta dormindo” eu entendo na linguagem universal dos grunhidos o movimentos manuais. Chamamos e nada.

Mesmo assim eu vou la, vejo-o dormindo na rede e deixo um recado em sua cesta, sem nem saber se ele conseguiria le-lo.

Me Farang Brasil

You sleep to much

Ass: Chi

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As vezes acho que estou ficando louco.

Na volta pra ‘casa’ -porque nem 24horas e eu ja boto a musica, servo-me e a outros de cerveja, entro na cozinha, brinco com as criancas…- esbarro com dois meninos pescando sapos. Pescando mesmo, varinha de bambu, minhoca, anzol. Varios sapinhos dentro do balaio. San e Koi seus nomes, aqui eu sou Chi, ou melhor, si. Ah! vi minha primeira cobra asiatica, poderia ter sido melhor mas estava de costas me despedindo dos meninos e eles apontando e falando “mu” , que pra mim eh porco.

Na thailandia eh porco. Aqui eh cobra.

Parece que quase pisei, mas so a vi quando ja entrava no mato, uma serpente que nao sei se eh de fato peconhenta ou nao, mas nessas coisas nao se arrisca em nehum lugar, nem em sua propria casa.

Enfim, bonitinha a cobra, se escondendo com um sapinho na boca.

Nao que estivesse longe mas… Volto as margens do Mekong, me molho nele observando-o orgulhoso a correr levando tudo, exibindo sua forca pelos 4 ou paises por onde passa. E aqui quase no final, pra mim eh como um ultimo suspiro de juventude.

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Forte e intenso como um adolescente de 20 anos

com uma adolescente de 20 anos.

(Se estes assim o quiserem ser.)

E o mekong quer,

Muito.

Eh seu ultimo sopro

ate se acalmar no Camboja,

sofrer em Phnon Phem,

se jogar em seu delta

esperando o mar chegar

e o levar para outras paisagens.

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Por que o Laos eh o melhor lugar do mundo – parte 2

August 20, 2009

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Amanheci e me vi em um dos melhores quaertos da ilha. Sabe casa de esquina, Com vista pro sol nascente? Assisti ao sol acordando, acordando junto com ele.

Reparei que meus pes estavam completamente limpos.

Em bkk meu peh eh sempre sujo. Poeira, poluicao, fuligem, tudo. Eh impossivel permanecer descalso com os pes limpos. Sai de lah tao apressado que nem tomei banho, cheguei aqui com o peh preto-preto.

Nem 1 hora e ele ja estava limpo. Sem lavar, somente andando descalso.

Terra, chao batido nao eh sujeira de jeito nenhum.

E a brisa que sopra seguindo as fortes correntes de maoir rio da Asia?

Adoro esse lugar.

Nois me convidou pra ir a vila, ao mercado. Nunca iria negar uma coisa destas.

Queria comprar o famigerado cabo p2-rca. Passeamos pelo pequeno e muito simples mercado local, depois de muitos meses sabe o que eu achei? Xuxu. Eh, nunca imaginei que ficaria feliz ao ver esse legume…

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Ele precisava comprar coisas e cortar o cabelo. Fomos ao ‘barbeiro’ primeiro, sentei-me a espera com alguns homens que ja me ofereceram LaoChao. Eu nao me faco de rogado, e pra espanto dos que esperavam ver o farang engasgando, virei o copo como eles . Tres vezes.

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Eram sete e meia da manha.

IMG_2181Tirei fotos de todos, desisti porem de cortar meu cabelo e saimos para comprar as coisas. Eu sai pra achar o bendito  cabo. Parei numa loja e um jovem muito cortes me ensinou a falar o nome me indicando onde achar.

Nada.

Nada de cabo ou de compreencao da minha pronuncia Lao.

Nao pensei duas vezes, voltei e pedi ao jovem pra me ajudar. Fomos a duas lojas e achamos. O moleque da loja precisou abrir uma caixa nova de um sistema de som, tirou o cabo e me vendeu. Maravilha, esta noite tera jazz no sul do Laos.

Nois me contou que amanha havera uma festa em sua vila, por conta do nascimento de sua sobrinha, 5 dias atras. Me convidou para acompanha-los, me senti lisonjeado e aceitei feliz o convite. Aproveitei que ele havia esquecido de comprar ovos e fui comprar um sarong para presentear a bebe. Comprei um belo e barato sarong laranja.

Espero que a familia goste.

Pegamos as coisas, compramos tudo, botamos no barco e voltamos loucos para nos banhar no Forte rio Mekong.

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Hoje vou a fazenda de arroz de seu cunhado, Na. Na, que tambem quer dizer “campos de arroz”, me convidara para conhecer seu local e quem sabe comer um Lao bbk, , vulgo peixe na brasa.  Essa eu nao perco.

Por que o Laos eh o melhor lugar do mundo – Parte 1

August 14, 2009

Don Det, regiao de Si pan don, provincia de Champasak, sul do Laos

12 horas de trem

2 horas de caminhao

30 dolares de visa

1 hora de moto

3 horas de caminhao.

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Chego as margens do grande rio Mekong. Sinto que as coisas, como tudo, mudam. Muitas lojas de motos, de celular, antenas parabolicas.

Me confundo com o preco das coisas, acho tudo muito caro.

Olho para o rio. Ate ele esta diferente, nao reconheco.

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Nao vejo nada do que vi antes.

Sou encaminhado a um barco, nao, primeiro tem que pagar. pago, me sinto conduzido quase como uma crianca. Se fosse mal-humorado iria achar pessimo.

Mas eu? Nao dei a minima. Consigo discernir gentileza de abuso.

Entro no barco, ajudo o barqueiro a desenganchar o barco, saimos.

Como eh gostoso molhar minha mao neste rio!

Eh Nois

O nome do barqueiro, extremamente simpatico e cordial. Logo que chegamos me mostra um quarto. Nao pensei muito, ja aceitei, caso nao gostasse mudaria na manha seguinte.

Deixo minhas coisas e vou a internet rapidinho. Ja fico amigo do dono da net e fico-lhe devendo meu uso, tudo muito tranquilo, “depois voce me paga!”. Volto sedento por uma beerlao e “una bon shot di felicidade”, nem bem eu chego ja com o discurso pronto de como perguntar e ele me oferece.

Hummmmm!

Ele ja me mostra seu local, um pequeno restaurante, simples. Peco uma cerveja e um laap, uma especie de picadinho. Escolhi carne. Meses nao como carne decente.

Tomamos uma cerveja e conversamos. O local eh de sua familia mas ele nao nasceu ali, a familia eh a da esposa. “eu nasci em outra ilha, 20 minutos de barco daqui. Muito bonito la tambem, se quiser eu te levo.”

Vejo ao longe um amplificador com caixa de som, nao consigo resistir- e isso porque tinha feito de tudo para nao pensar nisso-, mas nao dah, sou um viciado em musica brasileira.

Nois vai preparar a comida, eu vou para o som, dois estao ouvindo um dvd de musica thai bem ruinzinho, musica brega.

Eh, tem quem goste.

Ja pergunto se posso colocar musica brasileira

Musica brasileira e gambiarra no primeiro dia

Sabia que isso iria acontecer. Quando estava fazendo minha mala em bkk, passou-me muitas vezes o bendito cabo de audio pelas maos mas nao achei que seria possivel botar minha musica lah. Agora estava eu fucando nas coisas de uma familia desconhecida, procurando um cabo de audio p2-rca. (pros que nao entendem, pesquisem sobre, eh super importante na vida de qualquer pessoa).

Acho um cabo p2-rca mas de video, com 3 saidas rca. Inferno, esse cabo encaixa mas nao funciona direito, caminhos trocados… e eu nao posso cortar o cabo e “refaze-lo”. Usando minhas habilidades gambiarristicas e um pouco de esparadrapo, consigo enfim fazer o cabo, meu computador (minithi) e o som conversarem felizes e contentes.

Samba de roda, de raiz.

Chico e Chico

Jorge e Jorge

Gil

Caetano

Joao

Gal

Lenine

Adoro minha musica.

Tudo de bom no primeiro dia, a laap estava excellente, a carne eh de verdade, de boa qualidade e a cerveja, no meu paladar, eh uma das melhores do sudeste da Asia.

Como feliz e contente, termino tudo enquanto tento conversar os os dois garotos. Falar que eh do Brasil aqui eh quase um freepass para ser muito, mas muito bem tratrado!

Um brancao estranho para em frente ao bar, olha, ouve (samba), entra. Senta, pede um drinque com Laochao, a cachaca local, feita de arroz e muito forte.

Da cozinha uma moca sai com uma bandeja cheia e bota a comida no chao, o cara olha  estarrecido, eu nao entendo muito bem, Nois e sua esposa me convidam.

Agora eu entendo. Eles nao uasm mesas, isso eh coisa de farang.

Sento com eles e comemos um tipo de canja de galinha, feito com repolho e chao niao, o comum sticky rice.

Falo a ele que eu como de tudo, qualquer coisa que se mova, e muitas das que nao se movem tambem. Ele se diz como eu. E comenta dos farang que nao comem joelho de galinha(!) nem cotovelo (!!) .

Eles cortam a galinha aqui de um jeito completamente maluco.

Conto a ele que eu cozinho e, ja me sentindo em casa, me ofereco pra cozinhar um dia. Ele aceita feliz.

Comemos muito nesta noite.

Tocando “mas que nada” entram mais 5 farang, se sentam e pedem cervejas e cachacas.

Acho que a musica ta dando certo, falo a Nois. Ele gostou das musicas. Depois de muito conversar, coloco a saideira, “garota de ipanema” por Getz. Me despeco quase que dormindo em pe. Ele me diz, “ amanha voce coloca mais musica , neh?”

“Eh Nois” eu respondo.

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Alem da Fronteira

August 13, 2009

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Consegui. E nem foi tao dificil assim… quando falei em bkk que iria no mesmo dia para Laos todo mundo duvidou, “o que? Mas voce ja tem ticket? “ “nao” “ah, voce vai voltar, tenho certeza”.

Mas eu acredito no meu santo, e o safado deve ser parrudo pra caramba. Cheguei na estacao as 19hs, consegui uma passagem -a mais barata- por 200THB(divida por 34), 3.a classe, assento duro, 14 horas de viagem.

Por mim ok, esperava o minimo e o minimo me foi mostrado. E alem, precisava sair daquele pais nem que fosse em pe. Ou a pe.

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Fui a atracao local. O unico farang em todo o trem, todo mesmo.

Alias, continuo sendo a atracao, agora estou na boleia dum caminhao(zinho), transporte local no laos, escrevendo isso com todos olhando pra mim nao como se eu fosse um et, mas como se fosse O ET.

Enfim. A viagem de trem foi tranquila. O horario seria 22:20 mas ele saiu 23:tantas. Lotado.

Interessante, uma viagem longa dessas e assim mesmo existem passagens para quem nao se importa em nao ter assento.

Ao meu lado, sentou um casal sem assento, expremido num espaco que mal cabia um. Minha educacao pavloviana falou mais alto, e talvez a vergonha de dormir do meio de dois thais , podendo acordar no ombro de um deles, me olhando.  Levantei-me e fui ate a interceccao dos vagoes, onde se pode fumar, e la fiquei. Deixei-os aproveitar um pouco a viagem, pois tambem, nao conseguiriria dormir tao apertado numa posicao comum.

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Se eh pra ficar expremido, prefiro beeem espremido.

IMG_2025Sentei no chao, na frente da porta, fumando cigarro e cochilando soh um pouquinho pra nao cair do trem. 5 da manha o casal se foi e voltei ao meu assento. Consegui dormir das 7 e pouco ate as 9. as 11 chegamos em Ubon. Cidade comum, como Vargem Grande, Braganca Paulista ou Linhares.

Precisava sair do pais hj, sem falta, ultimo dia do meu visa. Resolvi ir ao Laos -minha paixao asiatica-, o motivo principal a qual fugi do meu pais para o outro lado do mundo.

Laos eh o melhor, mais tranquilo, gente-boa e seguro pais do mundo, ao menos pra mim.

Para se ter uma ideia, chegando na fronteira, descubro que precisava de foto pra entrar no pais, para poder tirar o visto.

“Foto? Que foto? Putz…”

E dou-lhe um aberto e brasileiro sorriso lhe dizendo que nao tenho foto. Ele sorri de volta e nao se preocupa, deixa-me passar. Ja dentro do pais socialista, tento uma carona, a moca me nega explicando que esse eh o ganha pao dos moto-taxis, entendo perfeitamente e pego um.

Gente fina, nenhuma palavra em ingles, mas entendeu o quanto eu queria uma cerveja- que eh excellente- encosta numa bodega e la tomo minha primeira cerveja neste novo velho pais.

(preciso relembrar a lingua, esqueci quase tudo em Lao, exceto babaidee(ola e tchau) e kopjai (obrigado))

A moto me deixa na estacao de onibus no justo momento do ultimo transporte para Don Det. Uma magnifica ilha pluvial no rio Mekong, coisa de hippie, como uma caraiva.

A bem da verdade, o pais inteiro eh uma caraiva. Asiatica.

Adoro o laos.

Eu que achava que poderia dormir em qualquer lugar de qualquer jeito… talvez esteja  ficando velho mas neste momento, na boleia do caminhao, existem: 9 seres vivos e uma moto, contando comigo. 2 criancas, 3 outros homens. A viagem mal comecou e metade ja esta dormindo. De todo e qualquer jeito.

E eu, ET, escuto musica brasileira e teclo este texto.

Na mesma provincia onde estou uma boa amiga tambem se encontra , mas nao consegui acha-la, comprei entao um sim card e mandei-lhe un mail para ela me achar. Celula desbloqueado eh genio!

Ah! Depois de meses, comi pao frances!!!! Velho, mole, xoxo, mas pao frances! Delicioso!

Pequenos prazeres…

O laos, assim coimo quase toda Indochina, foi colonia francesa ate 1954, quando a franca, desgastada e “pobre” depois da 2.a guerra, parou de dar bola pra essa parte do mundo e o povo daqui se revoltou.

Eh tambem o pais mais bombardeado da historia das guerras sem nunca ter entrado em uma. Culpa dos americanos, que tinham os thais como aliados na guerra viet. Os thais invadiam o laos para chegar ao vietnam , os viets invadiam o laos para impedi-los, e os americanos bombadeavam todo mundo. Restos de bombas, bombas que nao explodiram, minas terrestres, tudo isso num dos paises mais pacificos do mundo.

Impressionante como a humanidade eh escrota. Sem brincar, se nos nos extinguirmos, sera uma bensao para este planeta. As vezes penso que seria bom que isso acontece antes de acharmos outro planeta pra destruir.

Nao, o melhor era se aprendessemos a nao destruir tanto.

Manejo humano sustentavel. Entenda o quiser entender.

A menina do meu lado me lembra tanto minha filinha!!! Mesma cor de pele, mesmo tipo de cabelo, magrinha que nem ela… meu coracao ate doeu quando a vi.

Um dia trago minha filha pra cah. Tenho certeza que ela vai se sentir em casa…

Devo estar a duas horas do meu destino. Melhor parar de escrever e estudar um pouco da nova lingua.

Eh claro ouvindo boa musica brasileira

Um amigo daqui disse “por que vc vai pra lah? No camboja eh mais barato e o visa dura mais tempo…”

Por que eu vim, voces perguntam?

Uma historia

August 10, 2009

O cara foi, largou toda a vida boa que tinha e saiu a andar pela terra dos homens. Quedou-se 40 dias a pensar, ou no deserto ou debaixo de uma arvore e saiu de la fraco mas iluminado. Seguiu entao a ensinar e mostrar aos outros vivos o que havia visto e aprendido.

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“Ah! Entao voce acredita em Buda?

Eh… eu acredito que o budism way of life pode me explicar muito mais coisa do que qualquer outra linha “filosofica” ou cientifica..

E em Jesus Cristo?

Bem… como posso te dizer… eu nao acredito no catolicismo, mas acho que o Cristo existiu, quer saber o que eu acho? Pra mim Jesus foi um tipo de Buda, um iluminado, assim como Buda daqui, ambas historias tem muito em comum.

Sim, sim, eu sei! Deixa eu te contar uma coisa entao. Nao sei se total verdade mas pode explicar muita muita coisa: sabe por que nao se fala muito sobre a juventude de Cristo? Sabe onde ele aprendeu a ver?

O que se diz por aqui eh que Cristo, em sua peregrinacao, foi a India, onde aprendeu muitas coisas, la foi onde ele “viu”. Quando voltou e comecou a pregar, era aquele conhecimento que ele pregava, dizem que quando ele foi crucificado, ele nao morreu, tinha muitos…(perdi a traducao) que foram la, o pegaram e trouxeram de volta a India, por isso a historia da ressurreicao.”

Perfeitamente plausivel.

“ sabe? Pra mim existem quarto: Praw, Buda, Cristo e o deus dos mucumanos.

Sabe quem eh Praw? Eh o primeiro, o unico, aquele que tem rostos voltados para todas as direcoes, que pode ver tudo, ouvir tudo. Foi ele que, dizem, e ele mesmo dizia isso, criou o mundo onde vivemos. Mas eh entao que historia fica interessante. Quando Buda “viu”, e saiba voce que ele nao foi muito astuto, ele ficou muito tempo meditando, sem comer ou beber, ficou muito fraco, ele achava que isso era necessario para ele entender. Nao precisa tanto, mas ele conseguiu desta maneira, sabe? Eh tudo relacionado, Buda era um cientista, ele precisava ver, provar… quando ele finalmente “viu”, ele foi ate Praw conversar com ele, e provou tres coisas ao deus mais alto: que era possivel “ver”, entender; A segunda coisa foi… sabe Einstein? Relatividade, essas coisas? Ele tambem estudou os ensinamentos de buda. Voce sabe, a relatividade fala sobre viagem no tempo voltar ao passado, ir ao futuro, mas para isso eh preciso viajar mais rapido do que a luz, e isso eh impossivel certo? Mas Buda mostrou a Praw que eh possivel sim. Existe uma unica coisa que pode viajar ao passado e ao futuro tao rapido ou mais ate do que a luz:

A mente.

Voce pensa no Brasil? Voce esta la. Buda com isso finalizou explicando-lhe que Praw pode ter sido o primeiro, mas nao foi o criador, pois que senao ele ja saberia disso tudo. Praw entao entendeu e o reverenciou como um deus maior, como um igual.”

Cristo um Buda.

Buda um cientista.

E Praw, o deuss maior, tao normal e falivel quanto qualquer um.

Por que todos, desde o deus mais alto ao inseto mais baixo, sao iguais.

Nos soh precisamos entender.

Nao soa muito mais interessante?

DSC_0308Ou como dizia a pequena velhinha bruxa de “poltergeist”: Venha para a luz Catherine.

Ou era o contrario?

(Esse foi o resumo de uma conversa que tive, entre baldadas de agua fresca, numa morna manha no terrace da grande e baguncada cidade com meu amigo Bank, comerciante de azulejos chineses.)