Archive for March, 2009

Dia: -29

March 26, 2009
Metrópoles são sujas
É tanta gente junto
Que todos se livram de si
Nos espaços dos outros
Nos outros.
Nessa loucura qual a “higiene” nos levou
Produzimos cada vez mais lixo
Com o intuito de ficarmos
Cada vez mais limpos
Cada vez mais limpos
jogamos tudo no rio
nas mesmas águas que a velha senhora
Apanha com sua caneca a matéria prima
De sua sopa.
Sopa de letras, de desenhos, logomarcas.
Tanto aqui quanto lá, dá no mesmo
16.000km além será a mesma coisa
O que podemos pensr disto?
o que podemos fazer?
Por que as pessoas não se sentem prontas
para tomar as atitudes que importam?
mesmo estando a sua  frente, as pequenas coisas?
Há palavras e atitudes estampadas a tempos
bem na nossa cara.
reciclagem, reutilização
menor produção de lixo
menos desperdício

Preservar culturas

Como culturas, não como livros ou filmes
Aprender a ser menos complicados.
Esse é o ideal que todo avanço tecnológico.
que criou o plástico, a tetrapak, o computador.
Descomplicar.

Mais de 300 pedaços de vidro, plastico, papel, num raio de 1metro entorno de mim no ponto de ônibus. Faça isso um dia: pare numa esquina, olhe para baixo, conte a quantidade que pequeninos pedaços de lixo que encontra não muito longe dos teus pés. Aqueles pedaços de lacre e enbalagens plásticas, restos de papel ou gardanapo, pampinhas e bitucas e tantas outras coisas que todos jogam no chão todos os dias em maior ou menor grau.

Quase todos.

Não consigo terminar minha contabilidade, meu ônibus chega e estou em 327 objetos, falta muito ainda. Guardo minha bituca no maço e subo no coletivo.

Pequenas coisas que fazemos e geram grandes mudanças. Pequenos lixos que geramos que imundiçam toda uma cidade.

Não poderíamos fazer o contrário?

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Dia: -30

March 25, 2009

Abrindo cabeças. Parece um bom nome. fiquei um bom tempo “empacado” com o como poderia chamar este blog. Este brotou de tão simples apenas 4 meses depois do início do projeto. É impressionante como as coisas mais simples e eficientes estão sempre na nossa frente, passando por nós o tempo todo e mesmo assim só nos damos conta quando estamos prontos.  Acho que este título foi assim.

É pretenção achar que este é O título, mas tinha que começar de algum lugar e resolvi que seria agora.

Abrir cabeças é que é pretenção. Esperar, buscar, almejar que cabeças, mentes se abram para a igualdade que o ato de cada um pode representar nas grandes revoluções que sonhamos. Revoluções. A pretenção está no fato de  nos sentirmos menores do que somos, impossibilitados de se desprender do solo da estabilidade para buscar os sonhos em terrenos diferentes.  Mas não é preciso desprender-se do solo. Todo solo é o mesmo solo. Você pode caminhar 16.000 km chegar em um lugar onde a vida, a cultura, a história sejam completamente diferentes e, ainda assim, achar muito mais do que semelhanças.

Achar diferenças na igualdade. Na mesma igualdade.

Você não é único, eu não sou único. Nós somos únicos.

Nós.

Abrindo cabeças. A começar pela própria. partir daí e abrir quantas mais conseguirmos, na família, nos vizinhos, nos amigos, para que exponencialmente se alcance sabe-se lá quantas. O número não importa. Pode ser 100, 1000, 1.000.000, 1. Uma só cabeça já é a grande vitória.

Se se abre uma cabeça, se abre todas.

Abrir a cabeça para o quê? Para a real força das pequenas revoluções, das cotidianas e menores mudanças, nos atos, nos pensamentos.

Agora já dá pra explicar um pouco do projeto.

Explicar que a principal idéia do projeto é mandar um sulamericano para o sul da Ásia em uma busca pessoal e universal. Onde o principal objetivo é entender. Como vivem, seus medos, suas felicidades, quem são. Manda-lo numa jornada de descoberta, de aprendizado, de entendimento.

O que irá encontrar por lá? as diferenças, algumas delas são facilmente elencadas. E as semelhanças? Se somos todos junto únicos, o que fazemos pelo outro lado do globo que pode ser feito aqui? O que podemos fazer em conjunto? o que cada um pode fazer para que da união dos pequenos atos e pensamentos surja grandes mudanças?

Este sulamericano faz documentários. Relatos. E busca com eles que cada um que os tenha acesso possa guardar pra si apenas uma coisinha, uma ideia. E se dentro destas ideias quem ouvi-la puder perceber o que realmente importa, mesmo que seja apenas de relance, já basta. Já é o início.

Relatar outros povos pelo olhar deste sulamericano, não como um antropólogo, não como um observador. Relatar como um aprendiz, como um estrangeiro que precisa estar aberto às experiências, à vivência e à todo o tipo de aprendizado, seja vindo de fora, seja de dentro.

De que somos juntos apenas uma coisa. Únicos.

Olha só como as coisas funcionam: Um oferecimento, um convite. e ele percorrerá uma boa parte do sudeste Asiático conhecendo povos e culturas e ações realizadas para melhorar o aquele “entorno”. Mostrar os países e suas culturas pela igualdade de objetivos. Mostrar as diferenças pelas igualdades.

O filho do grande mestre Buarque já dizia que todo mundo tem pereba, citava Cole Porter dizendo que todos fazem e Sergio Bartotti para dizer que todos juntos somos fortes.

Só a bailarina que não é, que não faz. E quem quer ser a bailarina? Quem quer ser único em um mundo de únicos?

Esta jornada começa aqui. 30 dias antes. No final do começo de tudo.

E o sulamericano é este que lhe escreve estas palavras. Esta tudo em sua frente. Mas será que ele está pronto? Será que eu estou pronto?

Será que importa estar pronto? Ou nunca estar pronto é a real prontidão para tudo o que está por vir?

Aprender. Apreender. Relatar. Dividir. Contribuir.

Abrir cabeças.

Sobre tudo

March 25, 2009

Este texto é uma obra individual e intranferível, pertence a qualquer que o leia e queira copia-lo. Comercializa-lo não é uma boa idéia, não se deve ganhar dinheiro em cima da mente das outras pessoas.